A série Limiar investiga estados de passagem entre interior e exterior, presença e ausência, sombra e luz. A partir da figura humana inserida em ambientes silenciosos, as pinturas constroem atmosferas de tensão, recolhimento e espera.
A janela surge como elemento recorrente, funcionando não apenas como componente arquitetônico, mas como símbolo de contato com aquilo que está além do espaço íntimo das figuras. A luz que atravessa esses ambientes carrega ambiguidade: ao mesmo tempo em que sugere abertura e possibilidade, também evidencia distância e isolamento.
Mais do que representar personagens específicos, as obras procuram abordar estados emocionais universais, criando imagens abertas, onde memória, silêncio e sensação permanecem em constante suspensão.